tempo abrupto...
este tempo que asfixia
que morre ao lusco-fusco
sem sol, sem risos, sem alegria
dias de amargor, tempo brusco
nem o céu tem côr
nem a vida mais oportunidade
floresce a dor e a saudade.
há flores a chorar p'los jardins
e rostos de olhos baços,
não florescem os jasmins
nem entrelaçam nossos braços.
não há pomba que traga a paz
anda por aí o sonho ausente
chorar ou não, já tanto faz!
chega a morte com a voz estridente.
remoto fica o passado,
resigna-se o presente
o futuro já não há quem o sustente.
ferido e inseguro, passa e trespassa
a alma de quem padece,
tempo abrupto, que ninguém jamais esquece.
natalia nuno
que morre ao lusco-fusco
sem sol, sem risos, sem alegria
dias de amargor, tempo brusco
nem o céu tem côr
nem a vida mais oportunidade
floresce a dor e a saudade.
há flores a chorar p'los jardins
e rostos de olhos baços,
não florescem os jasmins
nem entrelaçam nossos braços.
não há pomba que traga a paz
anda por aí o sonho ausente
chorar ou não, já tanto faz!
chega a morte com a voz estridente.
remoto fica o passado,
resigna-se o presente
o futuro já não há quem o sustente.
ferido e inseguro, passa e trespassa
a alma de quem padece,
tempo abrupto, que ninguém jamais esquece.
natalia nuno
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Joselito.
Aos amores de infância , Joselito meu partner na dança dos salões. Dançamos ao som de valsas - das Folks Music. nos cinemas amores de p…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
as orelhas de obá
queres ser mulher para a te escutar obá quis ser oxum o resultado foi nenhum queres ser mulher para um pouco a te escutar não cortes a o…
Kátia Surreal
medusa
quando garota vi-me no espelho a própria medusa cabelos em ondas tive medo cerrei a boca os olhos a mente tapei as orelhas adormeci no m…
Kátia Surreal
esfinge
sete anos e um livro verde capa e leitura duras o cheiro contudo me fez lutar para que fosse meu não doutros irmãos como se fosse agora…
Kátia Surreal