Poema automórfico
onde
minha ruga
saiba ser velhice
da luta
onde
minha forma
queira ser humana
e lógica
onde minha voz
diga-se comício
na voz e nos braços
os ossos do ofício
e onde minha morte
ouse-se só indício
da necrose geral
dos meus sentidos
e que morto
urgente e sem peso
eu deixe pela vida
a marca dos meus dedos
minha ruga
saiba ser velhice
da luta
onde
minha forma
queira ser humana
e lógica
onde minha voz
diga-se comício
na voz e nos braços
os ossos do ofício
e onde minha morte
ouse-se só indício
da necrose geral
dos meus sentidos
e que morto
urgente e sem peso
eu deixe pela vida
a marca dos meus dedos
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