do óbito visto das palavras
agora
de animal a mineral
passas na lembrança
de quem levou a vida
na mudança
agora
não hora, apenas pó
e na face gravado
o último suor
agora
não tuas e não suas
as conceituações
das ruas
agora
apenas óbito
és a não circulação
de teus leucócitos
e habitas
tua morte
como usucapião
de tua sorte
e reclamas
agora estrume
um gesto das plantas
um quê de verdume
de caminhante
a estrada
contas apenas os passos
da massa
tua mão
é anti-arma
um osso plástico
e sem plasma
enfim
és poesia
irmão, agora, do vento
a liberdade tardia.
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