XLI - Mais uma noite insone...
XLI
Mais uma noite insone...
entre um espasmo
e outro espanto
sofro o assédio
convulsivo da ansiedade.
A lucidez da sensação
transitando incontido
na eletricidade dos nervos
pilha ainda mais os medos
do devir indevido.
O escuro do quarto
põe ruídos turvos
na imaginação expectante
mas os ouvidos olvidam
da claridade que a cortina fresta.
Vencido pela inércia
amanheço roído por quimeras:
Quisera Quitéria quitasse
esses anátemas amalgamados
em minhas células!
Mas os pássaros do parque
alvorecem o dia na janela,
e, assombrado,
vejo-me só.
Mais uma noite insone...
entre um espasmo
e outro espanto
sofro o assédio
convulsivo da ansiedade.
A lucidez da sensação
transitando incontido
na eletricidade dos nervos
pilha ainda mais os medos
do devir indevido.
O escuro do quarto
põe ruídos turvos
na imaginação expectante
mas os ouvidos olvidam
da claridade que a cortina fresta.
Vencido pela inércia
amanheço roído por quimeras:
Quisera Quitéria quitasse
esses anátemas amalgamados
em minhas células!
Mas os pássaros do parque
alvorecem o dia na janela,
e, assombrado,
vejo-me só.
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