XLIX - Durmo com o desejo...
XLIX
Durmo com o desejo
incontido pelo esquecimento.
Mas sonho este mundo
por decisões adiadas
: drenado pelo sono
: aturdido pelo sonho
Desperto em um mundo
que vigia nossa vigília
injetando no cotidiano
exigências que a necessidade não prevê.
Sigo o fluxo da ansiedade
reprimindo em mim o suicídio
que ora ou outra
espia a consciência
que tarda em partilhar o pão
: hesito em dormir de novo
: evito olhar o espelho
: êxito! é o que procuro no pensamento;
mas sei que o que me toca
é o silêncio que roça
os entremeios
– o limiar entre os seios –
deste fenômeno que anseio
não mais tocar.
Durmo com o desejo
incontido pelo esquecimento.
Mas sonho este mundo
por decisões adiadas
: drenado pelo sono
: aturdido pelo sonho
Desperto em um mundo
que vigia nossa vigília
injetando no cotidiano
exigências que a necessidade não prevê.
Sigo o fluxo da ansiedade
reprimindo em mim o suicídio
que ora ou outra
espia a consciência
que tarda em partilhar o pão
: hesito em dormir de novo
: evito olhar o espelho
: êxito! é o que procuro no pensamento;
mas sei que o que me toca
é o silêncio que roça
os entremeios
– o limiar entre os seios –
deste fenômeno que anseio
não mais tocar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
cores
tarde em cores frias boca triste avermelhada pingo azul mão molhada sala com luz amarela
manhã quente céu laranja …
feudido
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia