Chuva
Pedi um dia ao vento norte, peregrino
Que a chuva me trouxesse de enxurrada
Naquela tarde calma, abandonada
Como se do céu caísse o meu destino
Se minha sina fosse de água moldada
E de vento criar pudesse meu desatino
Poderia, quiçá, dos ares ser um paladino
Galanteador da chuva, minha amada
Mas ouvidos não me deu, Éolo à prece
E em Zéfiro só eco fez o meu clamor
O Olimpo à minha voz não obedece
Por isso, de desejos, ousei-me trovador
Versos alto lancei e eis que acontece
Em vez de água dos céus, choveu amor!
Que a chuva me trouxesse de enxurrada
Naquela tarde calma, abandonada
Como se do céu caísse o meu destino
Se minha sina fosse de água moldada
E de vento criar pudesse meu desatino
Poderia, quiçá, dos ares ser um paladino
Galanteador da chuva, minha amada
Mas ouvidos não me deu, Éolo à prece
E em Zéfiro só eco fez o meu clamor
O Olimpo à minha voz não obedece
Por isso, de desejos, ousei-me trovador
Versos alto lancei e eis que acontece
Em vez de água dos céus, choveu amor!
Comentários (2)
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Filipe Malaia
Autor
2021-11-04
Muito obrigado amigo! Um abraço.
2021-09-14
Sempre prazeirosa a leitura de seus poemas...
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