Cegueira
Um dia olhando o mundo, cego me senti
Não porque vagos meus olhos se tornassem
Foi como se ao sol as pálpebras fechassem
E cuidando ser noite, sem querer, adormeci
E na negra escuridão, como se a velassem
Das longínquas estrelas, cadentes, vi
Pelo fim da luz do mundo em que vivi
Lágrimas caírem, como se chorassem
Porém, quando desperto, tornei desse sono
E ao lúgubre infinito quis pintar cor
Lívido amanheci nesse abandono
Pois neste universo dolente, de fel e dor
Se em verso me couber tão triste outono
Poeta só serei, deveras, se acaso for!
Não porque vagos meus olhos se tornassem
Foi como se ao sol as pálpebras fechassem
E cuidando ser noite, sem querer, adormeci
E na negra escuridão, como se a velassem
Das longínquas estrelas, cadentes, vi
Pelo fim da luz do mundo em que vivi
Lágrimas caírem, como se chorassem
Porém, quando desperto, tornei desse sono
E ao lúgubre infinito quis pintar cor
Lívido amanheci nesse abandono
Pois neste universo dolente, de fel e dor
Se em verso me couber tão triste outono
Poeta só serei, deveras, se acaso for!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A beleza de teus seios.
Oh... minha amada quero você junto a mim - como as pétalas de rosas que estão a nascer - em uma manhã de claridade surreal - onde a bel…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*