Corinthians X Bahia 🔵
Sábado de sol, Pacaembu lotado. Jogo em casa, não tem como dar errado. Perfeito para meu cunhado, meus sobrinhos e eu irmos ao Estádio ver o Corinthians massacrar o visitante Bahia.
Estava tudo dando certo: o disputado estacionamento foi resolvido da melhor maneira; a difícil, e aparentemente esgotada, entrada foi, inexplicavelmente, solucionada. As pistas já apontavam, o espírito era de goleada: bandeiras, camisas e badulaques à venda; torcedores de diversas classes sociais. Depois de resolvidos os problemas, era só entrar no clima do “já ganhou” acompanhando canções, ou gritos de guerra, como: “Corinthians veio pra vencer”, “Porópopó” e “Caiu na rede é peixe lêlêaá, o Timão vai golear”. Com esse ambiente positivo, tudo dando certo e a vitória iminente contra o fraco Bahia, era só aguardar o momento de comemorar o primeiro gol. Só que não.
Dois detalhes saíram diferentes do combinado. Frustrando a mais básica das expectativas, nesse dia não houve nem um golzinho, muito menos, logicamente, vitória. Saímos do estádio com o peso da vergonha que só quem vai a um jogo conhece: tudo começa na saída de casa.
A gente saiu com um certo ar de superioridade, como se fôssemos os próprios jogadores, arrogando sermos escolhidos por desfrutar da vitória, que a Humanidade apenas conhece de quatro em quatro anos. Voltaríamos para casa como confrades, retornando de uma experiência mística e hermética incompreendida por pessoas comuns.
Como perdemos nessa aposta, a volta para casa foi pesada. A cada metro mais próximo da residência, sentíamos toda a carga de enfrentar a pergunta acompanhada de um sorrisinho sacana: E aí, como foi o jogo? Isso é pior que pergunta de vestibular.
Antes de encarar todos e ouvir a perguntinha vingativa, entramos em casa, tentamos estufar o peito e fingir que tudo foi excelente, mas é impossível mascarar que voltamos murchos e com aspecto de derrota.
McDonald’s ou Habib’s são dois honrosos finais de sábado. Num outro jogo, tudo se repete; se for com vitória, o desfecho é outro. A empáfia vai até o fim. Nós achamos que vencemos algo; os outros fingem que acreditam para não estragar essa doce ilusão.
Estou envergonhado, mas tenho que revelar: Corinthians 0 X 1 Bahia
Estava tudo dando certo: o disputado estacionamento foi resolvido da melhor maneira; a difícil, e aparentemente esgotada, entrada foi, inexplicavelmente, solucionada. As pistas já apontavam, o espírito era de goleada: bandeiras, camisas e badulaques à venda; torcedores de diversas classes sociais. Depois de resolvidos os problemas, era só entrar no clima do “já ganhou” acompanhando canções, ou gritos de guerra, como: “Corinthians veio pra vencer”, “Porópopó” e “Caiu na rede é peixe lêlêaá, o Timão vai golear”. Com esse ambiente positivo, tudo dando certo e a vitória iminente contra o fraco Bahia, era só aguardar o momento de comemorar o primeiro gol. Só que não.
Dois detalhes saíram diferentes do combinado. Frustrando a mais básica das expectativas, nesse dia não houve nem um golzinho, muito menos, logicamente, vitória. Saímos do estádio com o peso da vergonha que só quem vai a um jogo conhece: tudo começa na saída de casa.
A gente saiu com um certo ar de superioridade, como se fôssemos os próprios jogadores, arrogando sermos escolhidos por desfrutar da vitória, que a Humanidade apenas conhece de quatro em quatro anos. Voltaríamos para casa como confrades, retornando de uma experiência mística e hermética incompreendida por pessoas comuns.
Como perdemos nessa aposta, a volta para casa foi pesada. A cada metro mais próximo da residência, sentíamos toda a carga de enfrentar a pergunta acompanhada de um sorrisinho sacana: E aí, como foi o jogo? Isso é pior que pergunta de vestibular.
Antes de encarar todos e ouvir a perguntinha vingativa, entramos em casa, tentamos estufar o peito e fingir que tudo foi excelente, mas é impossível mascarar que voltamos murchos e com aspecto de derrota.
McDonald’s ou Habib’s são dois honrosos finais de sábado. Num outro jogo, tudo se repete; se for com vitória, o desfecho é outro. A empáfia vai até o fim. Nós achamos que vencemos algo; os outros fingem que acreditam para não estragar essa doce ilusão.
Estou envergonhado, mas tenho que revelar: Corinthians 0 X 1 Bahia
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