Fragmentado como se antes fosse agora
Furacão de sentimentos no vazio
Interior se quebrando em miúdos
Exterior como uma lagoa
Não tenho como direcionar
Se que tenho é um sobrevive
Todos os dias calado
Preciso sumir
Não entendo a motivação
Mas sempre senti sua ação
Dificuldade em sentir o comum
Quando o pra sempre muda
O pra sempre mudou
De forma involuntária
Como um vento que passa
Volta
E passa novamente
Numa eterna ciranda
Sempre volto ao mesmo sentir
Tento me curar quando procuro ouvir
A divindade pelo som
Me cura temporariamente
Não deixarei sucumbir
Ainda tenho o que fazer
E vou escutar minha música inteira
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