Soneto Maldito 2: Do Útero I
Do útero sepulcral fui mal nascido
Mal feito, mal amado, mal gerado
Fui por esta vida pisoteado
Como um feto corrompido e torcido
Do útero massivo fui mal querido
Pela eterna falta fui destroçado
Pelas pessoas sempre ignorado
Sem amigo, amor, nem nada vívido
Eu só queria ao útero estar de volta
Por que me agarro a vida que se solta?
Tento mas me pergunto porque insisto
Porque aquele calor virou esse frio?
Porque no mundo não há nada gentil?
Tento mas mal consigo e mal existo
Mal feito, mal amado, mal gerado
Fui por esta vida pisoteado
Como um feto corrompido e torcido
Do útero massivo fui mal querido
Pela eterna falta fui destroçado
Pelas pessoas sempre ignorado
Sem amigo, amor, nem nada vívido
Eu só queria ao útero estar de volta
Por que me agarro a vida que se solta?
Tento mas me pergunto porque insisto
Porque aquele calor virou esse frio?
Porque no mundo não há nada gentil?
Tento mas mal consigo e mal existo
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