Soneto Maldito 3: Do Útero II
Do útero já vim a esse mundo, maldito.
Parido, já fui logo condenado
A estar sempre ao passado agrilhoado
Em meio a essa vida sem sentido
Do útero, já sem afeto. Cretino
Fui desde o meu nascer. Surrupiado
Foi meu ser nesse país malogrado
Derrotado. Agora já fui vencido
Vim para esse mundo para sofrer?
Deus de Salomão, porque me criaste
Se nunca me ensinou como viver?
O Meu sofrimento não observaste?
Como não me mutilar até morrer
Meu Deus, nesse mundo que mal Zelaste?
Parido, já fui logo condenado
A estar sempre ao passado agrilhoado
Em meio a essa vida sem sentido
Do útero, já sem afeto. Cretino
Fui desde o meu nascer. Surrupiado
Foi meu ser nesse país malogrado
Derrotado. Agora já fui vencido
Vim para esse mundo para sofrer?
Deus de Salomão, porque me criaste
Se nunca me ensinou como viver?
O Meu sofrimento não observaste?
Como não me mutilar até morrer
Meu Deus, nesse mundo que mal Zelaste?
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