NAQUELE DIA
Naquele dia procurei-te no café. Estava calor e o sol delirava. Não estavas lá.
Desesperado, procurei-te por onde pudesses estar.
Fui espreitar o jardim encantado, de flores vermelhas; por um telescópio espreitei o espaço, mas o foguetão que vi não tinha uma janela
por onde me pudesses acenar; procurei-te nas ruas, e descobri que as estrelas também dormem sem te encontrar.
No café, os saquinhos de açucar continuavam a subir e a descer.
Silencioso, olhei a tua fotografia. Fitavas-me com um sorriso cheio de desejo. Então, quando as palavras se juntavam num último orgasmo,
procurei-te em delírio para te pedir um cigarro.
Não te encontrei e a noite caiu.
Desesperado, procurei-te por onde pudesses estar.
Fui espreitar o jardim encantado, de flores vermelhas; por um telescópio espreitei o espaço, mas o foguetão que vi não tinha uma janela
por onde me pudesses acenar; procurei-te nas ruas, e descobri que as estrelas também dormem sem te encontrar.
No café, os saquinhos de açucar continuavam a subir e a descer.
Silencioso, olhei a tua fotografia. Fitavas-me com um sorriso cheio de desejo. Então, quando as palavras se juntavam num último orgasmo,
procurei-te em delírio para te pedir um cigarro.
Não te encontrei e a noite caiu.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael