TU ÉS GAIVOTA
Vê o que os outros sentem
quando te olham
(só os loucos gostam do boneco
que criaste para vestir a tua loucura).
Vê como o vento uiva na praia deserta;
como a gaivota observa as ondas revoltas
à procura da melhor forma de as mergulhar,
contra qualquer probabilidade de sucesso.
Tu és gaivota no areal deserto
à espera que o vento te deixe voar.
E corres. E saltas.
E mergulhas na vida
à procura da onda perfeita
que te seja sal e te arraste
e te leve a ser feliz nos fundões do desconhecido,
onde só os loucos sobrevivem.
Tu és gaivota. E nessa ânsia de voar
vais deixando pegadas no areal que é só teu
cada vez mais firme
cada vez mais forte
(abrindo caminho aos que hão de seguir
o boneco que criaste para vestir a tua loucura).
quando te olham
(só os loucos gostam do boneco
que criaste para vestir a tua loucura).
Vê como o vento uiva na praia deserta;
como a gaivota observa as ondas revoltas
à procura da melhor forma de as mergulhar,
contra qualquer probabilidade de sucesso.
Tu és gaivota no areal deserto
à espera que o vento te deixe voar.
E corres. E saltas.
E mergulhas na vida
à procura da onda perfeita
que te seja sal e te arraste
e te leve a ser feliz nos fundões do desconhecido,
onde só os loucos sobrevivem.
Tu és gaivota. E nessa ânsia de voar
vais deixando pegadas no areal que é só teu
cada vez mais firme
cada vez mais forte
(abrindo caminho aos que hão de seguir
o boneco que criaste para vestir a tua loucura).
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