Qualquer dia, pai
Deixamos de existir,
Não porque tenhamos partido deste mundo
Ou ao contrário,
Este mundo tenha partido de nós!
Mas pela simples razão desconcertada
De nos quererem apagar do calendário.
Eles não sabem nem sonham
O que tu significas para mim,
Que para existir um sol
Tem de existir uma lua;
Que aos dias claros
Se sucedem noites escuras;
Que a vida é este desconcerto
É calma, agitação, movimento,
Que é sol, brasa, chuva, frio, é tormento;
Eles não sabem nem sonham
Que tu me deste a medida da distância,
Este meu olhar seguro para a verdade,
Que sem ti o amor não tinha dinâmica, nem constância,
Nem existia nos meus olhos a palavra Saudade.
Eles não sabem nem sonham, pai,
Que tu e eu somos a mesma palavra também
E dentro de nós existe uma outra ainda,
Tão linda como esta que é Mãe.
Dia do pai: 19/03/2016
C. A. Afonso
Deixamos de existir,
Não porque tenhamos partido deste mundo
Ou ao contrário,
Este mundo tenha partido de nós!
Mas pela simples razão desconcertada
De nos quererem apagar do calendário.
Eles não sabem nem sonham
O que tu significas para mim,
Que para existir um sol
Tem de existir uma lua;
Que aos dias claros
Se sucedem noites escuras;
Que a vida é este desconcerto
É calma, agitação, movimento,
Que é sol, brasa, chuva, frio, é tormento;
Eles não sabem nem sonham
Que tu me deste a medida da distância,
Este meu olhar seguro para a verdade,
Que sem ti o amor não tinha dinâmica, nem constância,
Nem existia nos meus olhos a palavra Saudade.
Eles não sabem nem sonham, pai,
Que tu e eu somos a mesma palavra também
E dentro de nós existe uma outra ainda,
Tão linda como esta que é Mãe.
Dia do pai: 19/03/2016
C. A. Afonso
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