Neófito, quem és?
Não sei como chegaste até mim!
Vieste suavemente
Descer ao centro da terra
Onde ficaste encerrado.
Ali despiste a vida e renasceste,
Ali cada ideia em ti morreu
Como os teus preconceitos,
Um novo tu se forjou na terra de breu.
Permaneceste longo tempo calado
À espera que a palavra te encontrasse.
Para que o teu novo eu,
Despido de todos os metais,
Se revelasse com audácia.
E agora és matéria de um novo universo
Tudo o que és se revelou à sombra da acácia.
Neófito, doaste o teu coração
Para construir um templo de alegria,
O teu caminho, trilhado de imperfeição,
Molda as cordas do templo de Salomão,
Talhas a pedra da meia-noite ao meio dia.
30.12.2017
C. A. Afonso
Vieste suavemente
Descer ao centro da terra
Onde ficaste encerrado.
Ali despiste a vida e renasceste,
Ali cada ideia em ti morreu
Como os teus preconceitos,
Um novo tu se forjou na terra de breu.
Permaneceste longo tempo calado
À espera que a palavra te encontrasse.
Para que o teu novo eu,
Despido de todos os metais,
Se revelasse com audácia.
E agora és matéria de um novo universo
Tudo o que és se revelou à sombra da acácia.
Neófito, doaste o teu coração
Para construir um templo de alegria,
O teu caminho, trilhado de imperfeição,
Molda as cordas do templo de Salomão,
Talhas a pedra da meia-noite ao meio dia.
30.12.2017
C. A. Afonso
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