cartas à ouvidoria
Criminalizam cartas à ouvidoria
Ó! Tu cujo trabalho é a alegria
Tu que não tens outra presa
Senão o sangue do dinheiro público
Tu que foges quando chega dezembro
Tu que roubas o verde das matas
Para dar mel aos homens de paletó
Castas bebem vinhos caros,
Que, como um abutre
Silenciam a voz dos inocentes Uma carta à ouvidoria criminalizada
Filhas da luz, abelhas operárias
Fujam deste manto!
Apressem-se justos, guerreiros!
Ó trabalhadores generosos,
O dever, a virtude, chamam
Asas de ouro e flechas de fogo,
Giram sobre este infame!
Diga: "Quem você acha que somos? nós somos as abelhas!
Nossa colmeia adorna os vis prazeres dos tribunais
Voamos, no azul florido,
Sobre a boca aberta das rosas E sobre os lábios de Platão.
Suelen Queiroz
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