O louco
São lindas manhãs de primavera
Quando o silêncio parece chegar.
Correria que eu percebo ao longe
São tantos iguais a me olhar.
Solidão, outa vez compartilhada,
Choro de quem não tem nada,
Gestos sombrios no ar.
Dizem que não posso ter facas,
Outros que eu não posso voar.
Ainda dizem que não sou normal
Apenas um corpo vulgar.
Eu penso diferente de todos
Tem dias que brigo com lobos
E em outros eu vivo no ar.
Meu pai nunca mais veio aqui,
Mamãe nunca mais me viu chorar.
Eu sou diferente de muitos.
Impossível não se preocupar.
Minha mamãe, não se aflija.
Chegue aqui e apenas me diga:
Meu “bebê” logo vai melhorar.
Esses muros são tão altos,
Eu já os tentei pular.
Um amigo que vive zangado
Interveio e tentou me amarrar.
Eu entendo porque se faz isso,
Assim eles evitam o sumiço
De um louco que vive no ar.
Quando o silêncio parece chegar.
Correria que eu percebo ao longe
São tantos iguais a me olhar.
Solidão, outa vez compartilhada,
Choro de quem não tem nada,
Gestos sombrios no ar.
Dizem que não posso ter facas,
Outros que eu não posso voar.
Ainda dizem que não sou normal
Apenas um corpo vulgar.
Eu penso diferente de todos
Tem dias que brigo com lobos
E em outros eu vivo no ar.
Meu pai nunca mais veio aqui,
Mamãe nunca mais me viu chorar.
Eu sou diferente de muitos.
Impossível não se preocupar.
Minha mamãe, não se aflija.
Chegue aqui e apenas me diga:
Meu “bebê” logo vai melhorar.
Esses muros são tão altos,
Eu já os tentei pular.
Um amigo que vive zangado
Interveio e tentou me amarrar.
Eu entendo porque se faz isso,
Assim eles evitam o sumiço
De um louco que vive no ar.
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