CORPO E SANGUE
Como algodão a passar no firmamento
Das alturas, em diferentes passos
Vão andando as nuvens num brilho cinzento;
Caminham sem se importar com atrasos.
Penso que o destino de tal atento
Vagar pela noite esteja esperando,
Paciente, com o idêntico intento
Da cria perdida que aguarda o bando.
Sobre as nuvens, uma tela ao relento;
A base em azul, feita como esboço,
Parece o primeiro passo de um lento
Trabalho em estilo harmonioso.
E o celeste esteta, ao ver no momento
Da perfeição a beleza de seu apuro,
Une corpo e sangue ao meu olhar sedento
Na hóstia em lua cheia ao vinho em céu escuro.
Das alturas, em diferentes passos
Vão andando as nuvens num brilho cinzento;
Caminham sem se importar com atrasos.
Penso que o destino de tal atento
Vagar pela noite esteja esperando,
Paciente, com o idêntico intento
Da cria perdida que aguarda o bando.
Sobre as nuvens, uma tela ao relento;
A base em azul, feita como esboço,
Parece o primeiro passo de um lento
Trabalho em estilo harmonioso.
E o celeste esteta, ao ver no momento
Da perfeição a beleza de seu apuro,
Une corpo e sangue ao meu olhar sedento
Na hóstia em lua cheia ao vinho em céu escuro.
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