Quereres
O QUE QUERO (Ode aos grilhões)
Seus belos olhos negros
Negros como os cachos de teus cabelos
Negros que libertaram dos grilhões
Meu espírito de cativo ao vê-los
Mas mal ouvi os cantos de alforria
Encontrei-me ali noutra galé
à minha espera, ainda mais cativante:
Teu riso, feitiço encantado de Salomé.
E como em hipnose da esbelta dançarina
a tudo entregaria em seus pedidos,
o único não que lhe daria:
Me ver livre das correntes desses lábios vívidos
Seria com agrado deles cativo;
Em sua homenagem ergueria o altar
a que diuturno retornaria
cada vez mais feliz por me agrilhoar.
E não haveriam súplicas aos céus
de arrependimento ou temor;
pois minhas espumas flutuantes seriam
Todas dedicadas a te adornar com amor.
O QUE QUERES (parte II)
Do meigo sorriso
No canto dos lábios
Como canto de atiço
Me trouxe em atalhos
Ao chamado dessa sirena;
Da embarcação dest`alma
Tão logo se apoderou
de meus pensamentos
Todo resto inundou
Com tímida calma
Do meu coração, o batel atormentado
Queres o leme, reinar de lado a lado?
Seus belos olhos negros
Negros como os cachos de teus cabelos
Negros que libertaram dos grilhões
Meu espírito de cativo ao vê-los
Mas mal ouvi os cantos de alforria
Encontrei-me ali noutra galé
à minha espera, ainda mais cativante:
Teu riso, feitiço encantado de Salomé.
E como em hipnose da esbelta dançarina
a tudo entregaria em seus pedidos,
o único não que lhe daria:
Me ver livre das correntes desses lábios vívidos
Seria com agrado deles cativo;
Em sua homenagem ergueria o altar
a que diuturno retornaria
cada vez mais feliz por me agrilhoar.
E não haveriam súplicas aos céus
de arrependimento ou temor;
pois minhas espumas flutuantes seriam
Todas dedicadas a te adornar com amor.
O QUE QUERES (parte II)
Do meigo sorriso
No canto dos lábios
Como canto de atiço
Me trouxe em atalhos
Ao chamado dessa sirena;
Da embarcação dest`alma
Tão logo se apoderou
de meus pensamentos
Todo resto inundou
Com tímida calma
Do meu coração, o batel atormentado
Queres o leme, reinar de lado a lado?
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