o baloiço
balançavas um infrutífero fruto que se transformava em fôlego
e contavas pelos dedos dos pés
fitaste-me os olhos como se me quisesses amar
mas ficaste-te pelas costas do curto e contínuo corte
no meu nascimento nasceu um nome e morreram muitos
frutos fixados e pintados de curtos
não sei o que é a poesia nem a rima
nem o fruto forte da sorte
mas sei o que tu sabes da amizade
e sei o que é a morte
fogo fátuo que encerra
o sinal do fumo feito e farto
nunca encerrei em tal pranto
o esforço infame e arto
no adro da igreja caiu-me o berço e ficaram-me as costelas
no meu peito, debruçaste-te nelas
rente à terra rente ao mar
rente a onde me deixaste amar
pastor humilde dado a mastigar
rente à terra rente ao mar
e contavas pelos dedos dos pés
fitaste-me os olhos como se me quisesses amar
mas ficaste-te pelas costas do curto e contínuo corte
no meu nascimento nasceu um nome e morreram muitos
frutos fixados e pintados de curtos
não sei o que é a poesia nem a rima
nem o fruto forte da sorte
mas sei o que tu sabes da amizade
e sei o que é a morte
fogo fátuo que encerra
o sinal do fumo feito e farto
nunca encerrei em tal pranto
o esforço infame e arto
no adro da igreja caiu-me o berço e ficaram-me as costelas
no meu peito, debruçaste-te nelas
rente à terra rente ao mar
rente a onde me deixaste amar
pastor humilde dado a mastigar
rente à terra rente ao mar
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Love him
Love him
People
The same way
I love
My father
He is the one that
Had created you all
In his image
And in god’s ey…
Aldo gabbay kraas
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal