Sensualidade Iminente a Unanimidade
Sensualidade Iminente a Unanimidade
Esperar está a ser cada vez mais difícil
Mais angustiante
Mais frívolo para a minha alma
Não há nenhum comprimido que seja epulótico
A dor é veemente e morosa
Não há como desabrochar a rosa , a minha pelicular sensualidade
Pois com tua inexistência esta considera-se morta
O que me resta são as imagens mentais
A imaginação é que me conduz , é que me excita
Leva-me a lugares que desconheço e me dá desejos prazerosos
Dos quais tenho receio que nunca se convertam em sensações reais
Arrepiantes , Ardentes , de me por num estado de exacerbante loucura
Dos quais tenho receio que nunca os chegue a saborear plenamente sobre meu ventre
A sede voluptuosa de fusão física de minha tenra idade
Não é concerteza uma mera reação biológica passageira
É o reflexo da vontade de ver o pudor consumido
A inibição longe da minha vista
A plenitude em tudo o que me circunda
Esperar porém é uma virtude e um sinal de castidade
Porém comove-te com o meu pecado
Vem comigo neste sonho deleite
Neste sinal de Liberdade
Só não é pecado , se o que sentimos for verdadeiro
E não pode haver pecado que o destrua , nem mesmo por unanimidade
Flagício sobre meu rosto e sobre meu corpo
Há uma natureza de redoma a ser explorada
Insana de mim que sou assim
De volúpia voraz e de ôntica unívoca.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Findar
Faz tempo que ser imortal era curto E o pânico vestia-se dessa brevidade. Até que senti o quão frágil sou E que o melhor é perecer. Já n…
Rafael Gonçalves
De pé se pode
a espera na fila intensa o corpo quase que separado da mente mas o exame do dia favorece a que o humor seja solar, e nós aqui à espera n…
Darlan de Matos Cunha
Abraço
Já não é um abraço. É muito mais. É um arrepio na nuca descoberta. É a reflexão no conforto do mo(vi)mento. É o amor de Camões na simplic…
Rafael Gonçalves
Os duendes.
Bem ao lado de meu coração existe um vazio imenso... geralmente acontecem nas tardes de um domingo - qualquer , meus olhos ardem de sauda…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*