A MULHER AMBIENTE



Ela inaugura a madrugada,
e desembaça a claridade
nos utensílios da manhã

com um cheiro de puberdade envelhecida
e de procuras desgastadas com inúteis sorrisos
e solitários devaneios.

Depois, inspeciona os tecidos lacrimais
da despedida
enquanto fumega ortodoxas
lembranças
nos clarins semitonados da amargura.

Revela-se nos circunspectos tonais
de tuitadas e especula favores medicinais
no facebook 

Resolve assim seu ser
desnaturando-se no interior 
da sua natureza ambiente.

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