SOBRE O SONO
Enquanto a noite adiciona sermões de sombras
ao voluntário calendário dos sonhos
Cresce a solidão nos agônicos mundos
onde sátrapas do medo
homens fadas e duendes assustam.
Preciso de barro
para moldar auroras
preciso de ferro
para forjar vontades.
Não creio em medo cinzelado
por fantasmas noturnos
senão no medo da minha figura
Transitando no espelho.
Vejo-me grotesco na alfândega da noite
assim como sentencio minha vontade
ao silêncio, diante de si mesma
exposta no reflexo do espelho.
Quanto doem meus erros
Quanto afligem-me as palavras
erradas que pronunciei
ao longo dessa biografia.
Um urro perpassa o frio do espelho
Enquanto sinto o mergulho
no torpor do sono...
a paz não sobrevém!
Olinda, 03.10.2020.
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I G F
2023-10-03
Na alfândega ?? impostos antigos perfazem composições cantadas nas noites eternas da memória auto- reverberante do eu agoniado por si mesmo que escarna e purga a imagem insone até que finalmente haja a transformação e a clemência Daquele que pode trazer tua paz verdadeira. Calma por Ele e descansa
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