A menina-satélite

Lábios metálicos, 
Olhos dourados, 
venda de prata.

Sangue verde
nos dedos molhados.

Na torrente 
Das lágrimas de diamante, 
Um punhal de terra e água 
Atravessando o peito;

Uma labareda azul no ventre 
E um farrapo em cada pulso. 

Unhas pixeladas, desfazendo um
Malmequer:

Vagueia pela eternidade, sentada 
Na ponta de uma lua qualquer.
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Comentários (2)

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Olá poetiza- Camila Duarte - seu texto e surrealista muito bem feito é como você disse um punhal de terra e aço perfurando o peito... por favor que trocar idéias de textos comigo... pois fica muito dificil com outras pessoas.. meu e mail - é [email protected]. seria um prazer imenso para um senhor de terceira idade. trocar textos com uma jovem. obrigado. felicidades.

"Unhas pixeladas, desfazendo um Malmequer:" A imagem desses versos é interessante. Quebra a expectativa que temos com a flor.