A menina-satélite
Lábios metálicos,
Olhos dourados,
venda de prata.
Sangue verde
nos dedos molhados.
Na torrente
Das lágrimas de diamante,
Um punhal de terra e água
Atravessando o peito;
Uma labareda azul no ventre
E um farrapo em cada pulso.
Unhas pixeladas, desfazendo um
Malmequer:
Vagueia pela eternidade, sentada
Na ponta de uma lua qualquer.
Olhos dourados,
venda de prata.
Sangue verde
nos dedos molhados.
Na torrente
Das lágrimas de diamante,
Um punhal de terra e água
Atravessando o peito;
Uma labareda azul no ventre
E um farrapo em cada pulso.
Unhas pixeladas, desfazendo um
Malmequer:
Vagueia pela eternidade, sentada
Na ponta de uma lua qualquer.
Comentários (2)
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2026-05-05
Olá poetiza- Camila Duarte - seu texto e surrealista muito bem feito é como você disse um punhal de terra e aço perfurando o peito... por favor que trocar idéias de textos comigo... pois fica muito dificil com outras pessoas.. meu e mail - é [email protected]. seria um prazer imenso para um senhor de terceira idade. trocar textos com uma jovem. obrigado. felicidades.
2025-01-24
"Unhas pixeladas, desfazendo um Malmequer:" A imagem desses versos é interessante. Quebra a expectativa que temos com a flor.
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