Eu não me sei amar
Olheiras são o bolor das décadas.
No espelho, quis comê-las,
Na cara, quis escondê-las.
Desperta.
Vi-a no espelho, apontei para ela,
Arregalei os olhos, sustive a respiração.
Queria amá-la e não sabia porquê,
Queria fazê-la feliz e não sabia como.
Com o dedo indicador, toquei o reflexo:
“Diz-me, por favor, de que é que tu gostas?”
A mão atravessou o espelho
E dei pelo meu dedo a tocar-me as costas.
No espelho, quis comê-las,
Na cara, quis escondê-las.
Desperta.
Vi-a no espelho, apontei para ela,
Arregalei os olhos, sustive a respiração.
Queria amá-la e não sabia porquê,
Queria fazê-la feliz e não sabia como.
Com o dedo indicador, toquei o reflexo:
“Diz-me, por favor, de que é que tu gostas?”
A mão atravessou o espelho
E dei pelo meu dedo a tocar-me as costas.
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