Reverência ao Caos: A Tragédia dos Subjugados
Prostrem-se e reverenciem, com humildade subserviente, todos os exércitos de inumeráveis delirantes cegos, que se encontram cativos do meio, alienados a ponto de negociarem suas próprias línguas, surdos aos apelos da razão, e subjugados pelas artimanhas dos falsos profetas, emissários dos atos egóicos dessa besta tirana. Alheios à corda que aperta gradualmente em torno de seus pescoços, são reféns da ignorância que os conduz para desgraça.
Ignoram, inadvertidos, o flagelo da besta que castiga impiedosamente o ventre de suas próprias esposas, a castração sutil e insidiosa de seus próprios filhos, e a morte lenta de sua própria cultura, esvaziada de significado sob o jugo avassalador dessa tirania. Carregam consigo, como insípidos troféus e frívolos despojos, os destroços do que outrora pulsava como o valor intrínseco de seus corações, agora eclipsado pela miragem efêmera de uma grandiosidade fictícia.
E agora, regozijam-se como loucos enfermos, abraçados às efígies de seus falsos ídolos, batizando-se no sangue das profundas chagas do ventre de suas esposas e filhos, cujas lágrimas fatais permeiam a terra, devorando solo e raízes, evaporando-se para corroer os céus. Ao som do rugido estridente de imponentes demônios, cujas feições caprinas e asas de morcego aterrorizam, o tirano-rei desce dos céus, aparentemente gracioso como um anjo, mas lançando gargalhadas que ecoam como os rugidos de uma besta imunda. Cientes de que os têm subjugados em suas mãos, riem, alheios ao abismo que se aprofunda sob seus pés.
Ignoram, inadvertidos, o flagelo da besta que castiga impiedosamente o ventre de suas próprias esposas, a castração sutil e insidiosa de seus próprios filhos, e a morte lenta de sua própria cultura, esvaziada de significado sob o jugo avassalador dessa tirania. Carregam consigo, como insípidos troféus e frívolos despojos, os destroços do que outrora pulsava como o valor intrínseco de seus corações, agora eclipsado pela miragem efêmera de uma grandiosidade fictícia.
E agora, regozijam-se como loucos enfermos, abraçados às efígies de seus falsos ídolos, batizando-se no sangue das profundas chagas do ventre de suas esposas e filhos, cujas lágrimas fatais permeiam a terra, devorando solo e raízes, evaporando-se para corroer os céus. Ao som do rugido estridente de imponentes demônios, cujas feições caprinas e asas de morcego aterrorizam, o tirano-rei desce dos céus, aparentemente gracioso como um anjo, mas lançando gargalhadas que ecoam como os rugidos de uma besta imunda. Cientes de que os têm subjugados em suas mãos, riem, alheios ao abismo que se aprofunda sob seus pés.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Dos atos
só a vontade nunca basta ha que ter as mãos nos atos da alma a fluência da vida rói o mundo inventando a matéria em seus futuros essa con…
AurelioAquino
“A minha curiosidade é viver-te”
— E tu? O que sentes quando tocas em mim?
O meu corpo também te fala assim como o teu fala comigo?
— Eu vejo uma escultura viv…
Gonçalo Soares
“Nas minhas escolhas os meus pensamentos e nas escolhas da vida os meus sentimentos”
(Então e as gajas?)
Já não sei se quero saber assim tanto disso
(Então porquê?)
A pessoa que eu quero não existe …
Gonçalo Soares
“Uma espera é uma carta”
Bem, mas falando a sério,
Ela aparece quando, quando eu desistir?
Se a ideia for essa, então é preferível que não apareça.
…
Gonçalo Soares