Reticência
Encontraram-se mudos
Os olhos arregalados
A coragem acontece num milissegundo
Faz esquecer-se do presente ou passado
Aproximaram-se quase sem querer
O ar denso pairava
Respirar sem sucumbir ou temer
Era tarefa arriscada
Sabiam das alegrias frívolas
E dos desastres possíveis
Por isso, tinham urgência tímida
Em devorarem-se, invisíveis
O resto do mundo corria lá fora
Girava reticente, sem demora
A penumbra engolia as casas, os lares
Era testemunha de desejos intermináveis
Cores e sons, meros personagens secundários
Não comunicavam coisa alguma aos sentidos, ordinários
O calor e o toque, autores da consciência inebriada
Olhavam perplexos a chama consumada
No minuto seguinte, o coração calou-se
Batia agora pesado, correndo ao açoite
Ritmo errático, deflagrado pela culpa
Sem drama nem conserto, verdade nua e crua
Acontece que os delizes são passageiros
Mas o desejo é pulsante e insaciável
Descompasso que acompanha os devaneios
De amantes comprometidos com o inalcançável.
Os olhos arregalados
A coragem acontece num milissegundo
Faz esquecer-se do presente ou passado
Aproximaram-se quase sem querer
O ar denso pairava
Respirar sem sucumbir ou temer
Era tarefa arriscada
Sabiam das alegrias frívolas
E dos desastres possíveis
Por isso, tinham urgência tímida
Em devorarem-se, invisíveis
O resto do mundo corria lá fora
Girava reticente, sem demora
A penumbra engolia as casas, os lares
Era testemunha de desejos intermináveis
Cores e sons, meros personagens secundários
Não comunicavam coisa alguma aos sentidos, ordinários
O calor e o toque, autores da consciência inebriada
Olhavam perplexos a chama consumada
No minuto seguinte, o coração calou-se
Batia agora pesado, correndo ao açoite
Ritmo errático, deflagrado pela culpa
Sem drama nem conserto, verdade nua e crua
Acontece que os delizes são passageiros
Mas o desejo é pulsante e insaciável
Descompasso que acompanha os devaneios
De amantes comprometidos com o inalcançável.
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