Um dia e um sol
Manhã, apanho o sol invicto
até que a luz escorra fraca
pelas planícies do fracasso,
onde não existe quem desfaça
essa ilusão de cristal sujo,
essa marca de sol algum,
a festa de pássaro branco
onde porto o assum preto.
E por andar no fim do fio,
despenco em alucinações,
tão frágeis quanto o sol anil
que colore minha visão.
Antes de findar a inércia,
a tarde acossa os resultados,
vai buscando extrair da pedra
uma certeza que não seja
fruto de um dia calcinado,
expressão aguda do calcário
jogado no solo-crepúsculo
onde irrompe a flor minguante
da noite. O breu celestial
esconde outra futilidade
sob o lado escuro da lua:
seja concreto, nada mais.
De nada vale a poesia,
retrato no último quarto
que figura no amplo salão
da cabeça volúvel humana,
olha bem o que fazes agora...
quebra de ritmo, verso abaulado
e fugas da realidade
que não se importa se vives
ou se apodreces em teu quarto
-poesia. Uma lua cheia
esperando que a luz cansada
ceife o rufião das palavras.
Tendes coragem para ver
que tudo se encerra na pálpebra,
na certeza incerta de um dia
e um sol a ser apanhado.
até que a luz escorra fraca
pelas planícies do fracasso,
onde não existe quem desfaça
essa ilusão de cristal sujo,
essa marca de sol algum,
a festa de pássaro branco
onde porto o assum preto.
E por andar no fim do fio,
despenco em alucinações,
tão frágeis quanto o sol anil
que colore minha visão.
Antes de findar a inércia,
a tarde acossa os resultados,
vai buscando extrair da pedra
uma certeza que não seja
fruto de um dia calcinado,
expressão aguda do calcário
jogado no solo-crepúsculo
onde irrompe a flor minguante
da noite. O breu celestial
esconde outra futilidade
sob o lado escuro da lua:
seja concreto, nada mais.
De nada vale a poesia,
retrato no último quarto
que figura no amplo salão
da cabeça volúvel humana,
olha bem o que fazes agora...
quebra de ritmo, verso abaulado
e fugas da realidade
que não se importa se vives
ou se apodreces em teu quarto
-poesia. Uma lua cheia
esperando que a luz cansada
ceife o rufião das palavras.
Tendes coragem para ver
que tudo se encerra na pálpebra,
na certeza incerta de um dia
e um sol a ser apanhado.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Morto
de certa forma me sinto morto só vivo se visto e eu não caibo no olho
feudido
Every sunrise whispers,
Every sunrise whispers, “You’re alive, you’re blessed,” Every sunset’s a promise of peace and rest. I see the stars dance to the rhythm I…
Aldo gabbay kraas
Mascara mortuária
Ouçam minha voz ... despedida terrena pois o que sinto não é solidão. Tu bates minha porta a noitinha , onde a lamparina já apagada - p…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Outubro romântico
Somos amantes das estrelas,
Na pele carregamos juntos
O romance entre a Lua e o mar,
Com a visão inundada das cores
Da bougai…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski