LUA COBRA DE PRATA
No canavial, nas noites de lua cheia
As cobras, graças a Deus, ficam prateadas
E a nossa solidão bonita
E quando as línguas de fogo vêm
A gente fica tentando sorrir e não chora
Quando o dia vem
A gente fica triste
E extenuada
E vem o clarão
Nos queimando, fortalecendo
A fome também chega
A gente come saudade
Não há prato mais saboroso
Para nossa tropa faminta
Vinda da terra vermelha
Como pés de cana encarnados
As cobras, graças a Deus, ficam prateadas
E a nossa solidão bonita
E quando as línguas de fogo vêm
A gente fica tentando sorrir e não chora
Quando o dia vem
A gente fica triste
E extenuada
E vem o clarão
Nos queimando, fortalecendo
A fome também chega
A gente come saudade
Não há prato mais saboroso
Para nossa tropa faminta
Vinda da terra vermelha
Como pés de cana encarnados
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