Estrume
A arte é como a Natureza:
do estrume faz flores.
Pelo menos em mim,
a arte faz flores
da merda que sou.
Antes de ser fezes
também eu sou flores
com belos odores,
formatos e cores.
Mas sou também o porco
que as pisa,
que as mastiga,
que as cospe para a lama
onde rebola
e nada faz para além disso.
De flores a estrume puro,
Faço-me seco e duro.
E depois escrevo.
Numa mão sempre o esterco,
e noutra a pena.
Não crescem na bosta rosas,
mas surge uma flor não feia.
do estrume faz flores.
Pelo menos em mim,
a arte faz flores
da merda que sou.
Antes de ser fezes
também eu sou flores
com belos odores,
formatos e cores.
Mas sou também o porco
que as pisa,
que as mastiga,
que as cospe para a lama
onde rebola
e nada faz para além disso.
De flores a estrume puro,
Faço-me seco e duro.
E depois escrevo.
Numa mão sempre o esterco,
e noutra a pena.
Não crescem na bosta rosas,
mas surge uma flor não feia.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia