Poema 166 – Asilo e Anonimato
O que se aprende com os defuntos
não é estar mudo nem imóvel –
é estar íntegro, acabado, dócil
mas de uma doçura de rocha.
O que se aprende com os defuntos
é estar presente, corpo inteiro,
isolado e ineficazmente colossal,
submerso em um frio tectônico.
Não, o que se aprende com eles
não é a arte da inércia, o nada –
é outro grito do ser, a fissura
que se abre em cada talvez.
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