Nano
pende a amora
no fino galho
oferece-se à manhã
seu novelo escuro
rubros do rubro
de açúcar e gominhos
ô frutinha
indefesa aos insetos
dança à asa do colibri
balança senãos e sins
o pontinho carmim
minicérebro:
que pensa, que ri?
entre verdes foliares
oferece-se em sacrifício
sua jujuba frugal
à fúria temporal
ô
meteoro
nino, pequenino
ao chão
ao formigueiro-carnaval.
Do livro "Poemas", 2024/2025 (no prelo).
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