Escritor
Não sou escritor,
não sou construtor,
Mas sou amador.
Mesmo mordendo minhas marcas,
sendo senhor sem salas,
escrevo enquanto entendo que
tirei o trabalho do tempo.
Pareço um porcelanato,
frágil. No impacto,
me estilhaço.
Mordo a maçã machucada,
posta na ponte parada,
sem sangue, sagrada.
esse sou eu.
Parado, sem sangue, na ponte,
esperando ela se despedaçar.
sou impaciente, a quebro-a eu mesmo,
tirando o trabalho do tempo.
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