Soneto - Os calados e os alados
Sistemas imperfeitos anestesiam tudo,
Tudo o que é perfeito
Torna-se mudo
Sem alento e preceito.
O legislativo conta a anedota,
O executivo percebe a piada.
Continuamos a ser o alvo de chacota,
E nossas vidas suas criadas.
O judicial conta as notas,
Entretendo-se com as quotas
Do povo curvado e penetrado.
Laborem! Dizem eles entrelinhas
E entre cortinas,
E o povo aqui, desalado.
- D.N.N
(de Portugal)
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