gostos vulgares
seu suco espesso de volúveis âmagos
linhas posseadas do meu cuspe, assim,
tão vulgar
há como amar sem possear?
posse em passear em teu corpo, assim,
tão vulgar
deus mentiu, o paraíso nunca foi um lugar;
o paraíso é o movimento, assim,
tão vulgar
inchas a boca. funde. feche as cortinas retinas.
passeas mapeamente sentindo o corpo, assim,
tão vulgar
entrar
passear
invadir
posse
corres o inócuo tempo-movimento, assim,
tão vulgar
descobrimos o óleo desse labor;
face descobrindo o vulcão de larvas
cartilagem tectônicas vibram
é seu pedido, imploras.
vulgar!
há como amar sem possear?
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