gostos vulgares
seu suco espesso de volúveis âmagos
linhas posseadas do meu cuspe, assim,
tão vulgar
há como amar sem possear?
posse em passear em teu corpo, assim,
tão vulgar
deus mentiu, o paraíso nunca foi um lugar;
o paraíso é o movimento, assim,
tão vulgar
inchas a boca. funde. feche as cortinas retinas.
passeas mapeamente sentindo o corpo, assim,
tão vulgar
entrar
passear
invadir
posse
corres o inócuo tempo-movimento, assim,
tão vulgar
descobrimos o óleo desse labor;
face descobrindo o vulcão de larvas
cartilagem tectônicas vibram
é seu pedido, imploras.
vulgar!
há como amar sem possear?
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
radical
a sombra sai do muro e vai ao chão solerte e severa ao mesmo tempo ela sabe o mais e o menos de ti - teus reclamos no travesseiro teu sol…
Darlan de Matos Cunha
Mudança de rumo.
Ser triunfante na vida , não significa sempre vencer... é também saber perder. É saber mudar de direção na hora certa... é abraçar uma ca…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Bodas de prata.
Minhas palavras são sinceras extremamente verdadeiras , quando digito aqui ... neste pequenino espaço o grande amor que sinto por ti , m…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Primeira namorada.
Mal posso esperar por você nesta madrugada... onde impera toda minha ansiedade - declarar que te amo , mesmo estando zangada. Pois para m…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*