PENAS
Paulo Sérgio Rosseto
Há poemas que voam tão leves
Como fossem vestidos de penas
Que o ar tece fiado nas asas
Por tramas breves e faceiras
Às vezes despojam o chão
Sutis entre voos e quedas rasteiras
Viram sinais letras mensagens
No tear do tempo dos passarinhos
Quem pega uma pena no caminho
Carrega versos inteiros desses nas mãos
Penas que dançam penas que cantam
Penas que abrigam segredos dos ninhos
Penugens que às vezes se deitam sozinhas
Apenas desprendidas a duras penas
Dores que por besteira flanam em remoinho
Afora traumas lamentos e encantos no entanto
Minhas penas eu as choro sozinho
@psrosseto
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