A doce companhia

Anjinho da guarda,

minha doce companhia,

guardai a minha alma

de noite e de dia…

Era luz que tudo revelava,

tudo recriava, em doçura.

Matéria e espírito, unidos,

como o cordel

ao pião em vertigem pura.

Vivia-se.

Que razão? Que pensar em ser feliz?

Brincadeiras, letras, traços, números…

o tempo não cabia na equação;

pousado, ficou para trás.

Estar vivo e pensar, nada trouxe;

apenas aquela memória

que faz pulsar, de leve…

que aconchega.

Único,

sob as asas

de um guardião,

suspenso sobre mim.

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