A doce companhia
Anjinho da guarda,
minha doce companhia,
guardai a minha alma
de noite e de dia…
Era luz que tudo revelava,
tudo recriava, em doçura.
Matéria e espírito, unidos,
como o cordel
ao pião em vertigem pura.
Vivia-se.
Que razão? Que pensar em ser feliz?
Brincadeiras, letras, traços, números…
o tempo não cabia na equação;
pousado, ficou para trás.
Estar vivo e pensar, nada trouxe;
apenas aquela memória
que faz pulsar, de leve…
que aconchega.
Único,
sob as asas
de um guardião,
suspenso sobre mim.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Acróstico Agosto
Agosto florescem os ipês-brancos
Gostaria que florescessem sonhos
O coração já passou por muitos
Só desejo daqui para frente a…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O DOCE QUE ME MATA
Doce da pior fruta, Aquela ácida e espinhosa, Quanto mais te como Maior a minha luta. Corroendo minhas entranhas, Vai fazendo o seu estr…
Celso Ciampi
Viver-se
e, assim, renhida, de sonhar em tanto a vida deu-se ao riso de viver-se horizonte debruçada no tempo quanto pássara inventa todos os voos…
AurelioAquino
Árvore de Panamá
Trazer consigo algo
de Rio Chucunaque,
manter a tranquilidade,
não se deixar levar
por aquilo que abale,
e te dar toda a …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski