Multifacetada Face

Jorge E. Leal


O graal sagrado não tem nome,
O ombudsman flutua no além,
Vórtice cósmico o tempo consome,
Por éter na mente cura e faz bem.



O espaço derrete o som do quadrante,
Buscando a verdade na luz do senhor,
Visto a capa daquele representante,
Das almas perdidas sou procurador.



A lente de vidro reflete o calor,
Desvela segredos, a noite ocultou,
Atrás do neon evapora o ouvidor,
Olhar sagaz, o investigador, captou.



O raio laser que quebra a barreira,
Projeta na mente que o medo cegou,
O feroz defensor desfaz a fronteira,
Ecoa gritos que o delator libertou.



Jovens alucinados, um cabisbaixo,
Céus derretidos, o ácido se quis,
Procuram nexo, no avesso abaixo,
A viagem psicodélica encontra raiz.



De pé na jaca, observam urubus,
Dançam no galho da árvore, nuance,
Enquanto comem alface, sábios anus,
No ápice insano, jaz delirante romance.



As cores giram, piso flutuante,
As linhas de luz, o vento levou,
A mente viaja, transe constante,
O sonho psicodélico enfim terminou.

 

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