GUADIANA RIO QUE CORRES SEM PARAR

- Voz do Poeta:

Guadiana, rio que corres sem parar,

Que segredos escondes na tua canção?

Nos teus braços, vidas vão a navegar,

E no teu curso, encontro a inspiração.

- Voz do Rio Guadiana:

Sou eu, o Guadiana, a corrente que fala,

Levo histórias de amor e de guerra.

Minha voz ecoa entre a montanha e a vala,

E minha presença se faz sentir pela terra.

- Voz do Poeta:

Tua água espelha o sol e a lua,

Tua jornada é longa e sem fim.

Conta-me, rio, o que vês na tua rua,

Que memórias carregas dentro de ti?

- Voz do Rio Guadiana:

Vi reinos surgirem e depois se perder,

A luz do amanhecer nas margens brilhar.

A vida, com pressa, sempre a correr,

E os sonhos de quem se vem espelhar.

- Voz do Poeta:

Tua voz é um canto de eterna magia,

Um murmúrio constante, um sussurro sem igual.

Que esperança leva na tua melodia,

Que futuro desejas no teu final?

- Voz do Rio Guadiana:

Quero ver as margens preservadas com zelo,

Povos que saibam o valor do meu ser.

Que me tratem com carinho, sem desvelo,

Para que eu possa, sempre, a vida trazer.

- Voz do Poeta:

Ó rio sábio, que corres sem demora,

És a alma da terra, o coração a bater.

Na tua companhia, encontro a aurora,

E nos teus versos, me deixo perder.

- Voz do Rio Guadiana:

Poeta, nas tuas palavras me vejo,

Tua voz é um eco do meu fluir.

Que tuas rimas sejam meu doce ensejo,

E juntos, possamos sempre existir.

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