Na teia que teci
rasgam sem engenho
cicatrizes que não antevi
caladas, sem empenho.

Das ruas e ruelas, em si
resta um desenho:
um rosto que sorri
que sustenho.

Por onde me perdi?
Aquilo que contenho?
Longe de tudo o que sofri,
da pressa que já não tenho.

Tornei-me, sem ti,
a que venho,
o que vivi
e mantenho.

5 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.