A que venho
Na teia que teci
rasgam sem engenho
cicatrizes que não antevi
caladas, sem empenho.
Das ruas e ruelas, em si
resta um desenho:
um rosto que sorri
que sustenho.
Por onde me perdi?
Aquilo que contenho?
Longe de tudo o que sofri,
da pressa que já não tenho.
Tornei-me, sem ti,
a que venho,
o que vivi
e mantenho.
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