Pardieiro
Jorge E. Leal
As paredes de uma casa do cão
contam sempre uma vil história,
façanha vivida nesse prédio vão,
em mil pedaços de pobre memória.
Uma pequena viagem que destoa,
ingratidão desse tempo por dentro,
para uns, uma pura bobagem ecoa,
a outros, grandioso frágil momento.
Das lembranças que viram lenda,
se espalham cinzas livres ao vento,
em nada ajudou o mito nessa tenda,
muito desnecessário para o momento.
E ou se um dia teve algum brilho,
hoje a saudade jaz, virou reles pó.
De amanhã não passará ao trilho,
nesse caminho estreito e tão só.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
VOCÊ NUNCA ME AMOU
Você me desprezou, Me fez acreditar, Num amor sem razão, Que só veio me machucar. Entreguei meu coração, Acreditei no seu olhar, Mas tud…
miltondacosta
O teu sonho de viver.
Meus sentimentos são todos para você... não sei falar com muita elegância mas sei dizer a palavra te amo. Não sei como te dizer palavras…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Uma pária social.
As virtudes e defeitos - já nascem com um sujeito... seja ele póbre ou rico. Cabe a ele com o passar de seu tempo corrigi-las e viver se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Formação divina.
O isolamento de nosso corpo perante nossa alma ... é uma viagem ao infinito de todos os mundos conhecidos. Acredito imensamente na divind…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*