Moldura Infinita
Jorge E. Leal
Tão natural, a foz que o rio clama,
Abre-se a tela em viva aquarela.
Desvela o mundo seu panorama,
E brilha o olhar da tímida donzela.
Na moldura que vislumbra a bela,
A cena ganha vida e nos chama.
Eterno quadro d'alma de Cinderela,
Cenário de luz à tarde esparrama.
Um espetáculo que o peito anseia,
A cada episódio que o tempo tece,
Desse grande ecrã a mente clareia.
O mundo aplaude e a noite acontece,
As sete maravilhas surgem em cena,
Momentos da vida faz mise-en-scène.
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