Excedendo de pouco em pouco

Pela primeira vez 
Meus pensamentos entraram em consenso 
Evitando toda a fadiga que tenho lidado nos últimos meses
Desabrochando flores, meu recomeço 
Meu batizado, sopro divino desconhecido 
Estabelecendo relações diplomáticas 
Entre o inconsciente e a realidade 
Nesse zigue-zague turbulento 
Torno me latente na minha própria vida 
Encontro me preso dentro de mim mesma 
Ansiando uma falsa sensação de liberdade 
O bem estar que vai escorrendo pelas mãos 
Em qualquer ponto que eu esteja 
No ônibus, na loucura ou na ebulição 
Um jogo de azar em que a roleta nunca vai parar 

Apesar de tudo, de você 
A paz tende a reinar aos poucos 
Mesmo depois dos dias monótonos 
Que o tempo vai passando diferente 
Como se um calabouço enfeitiçado me obtivesse 
E o relógio não espera 
Soltando boas e velhas piadas 
Desses desespero que afoga meus anos 
Piorando meu comportamento taciturno 
Tirando esse equilíbrio que tento desde o nascimento 
De forma lenta e gradual 
Porém, estou estado de ignomínia 
Sofrendo um certo neurastênico 
Caindo nessas armadilhas invisíveis 
De cordas sensíveis

12 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.