Excedendo de pouco em pouco
Pela primeira vez
Meus pensamentos entraram em consenso
Evitando toda a fadiga que tenho lidado nos últimos meses
Desabrochando flores, meu recomeço
Meu batizado, sopro divino desconhecido
Estabelecendo relações diplomáticas
Entre o inconsciente e a realidade
Nesse zigue-zague turbulento
Torno me latente na minha própria vida
Encontro me preso dentro de mim mesma
Ansiando uma falsa sensação de liberdade
O bem estar que vai escorrendo pelas mãos
Em qualquer ponto que eu esteja
No ônibus, na loucura ou na ebulição
Um jogo de azar em que a roleta nunca vai parar
Apesar de tudo, de você
A paz tende a reinar aos poucos
Mesmo depois dos dias monótonos
Que o tempo vai passando diferente
Como se um calabouço enfeitiçado me obtivesse
E o relógio não espera
Soltando boas e velhas piadas
Desses desespero que afoga meus anos
Piorando meu comportamento taciturno
Tirando esse equilíbrio que tento desde o nascimento
De forma lenta e gradual
Porém, estou estado de ignomínia
Sofrendo um certo neurastênico
Caindo nessas armadilhas invisíveis
De cordas sensíveis
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