Sem bater
Sou olhar dos olhos que veem,
que ascende à montanha e reconhece o vale.
Evade a penumbra, descobre e quer regressar;
Condenado que aguarda a sentença,
deixou de crer no acreditar.
Emprestou a liberdade
a um ilusionista sem escrúpulos,
e não a pode resgatar.
Foi chamado a jogar, logo pousou o naipe,
saiu sem bater.
A quem confiaram as chaves do cofre
E recusou abrir
O que tem por confidente o seu oposto.
Que nasceu hipótese,
e findou dúvida.
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