Soneto: Decifro-te.
Um dia serás, pintor, meu arco-íris,
Cores que em ti eu venho decifrar;
E nesta tela viva, em que tu dizes,
Teu multiforme ser hei de pintar.
Qual pétala colhida, rosa em flor,
Teus belos matizes mudo em bordado,
Um tango lento em Paris, com fervor,
Num copo de espumante e malte dado.
A doce melodia a noite embala,
Desvenda o teu ser no amanhecer,
Qual luz de néon que na sombra estala.
Je te vois t'élever dans des couleurs vives ;
Assim te guardo em mim, eterno dom,
Um quadro vivo em meu coração.
Ltslima.
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