Os ponteiros avançam sem pedir licença

ditando o ritmo da nossa existência

Corremos atrás do vento

buscando o tempo que escapa no momento

 

A vida passa em um sopro ligeiro

transformando em pó o nosso dinheiro

E no fim da estrada o que fica guardado

é apenas o eco do que foi amado

 

O relógio não para de tique-taquear

lembrando a todos que é preciso aceitar

que cada segundo que foge na mão

já não retorna para o coração

 

Carregamos o fardo dos dias que vão

sempre buscando uma nova razão

mas o tempo soberano e tirano

zomba dos planos do ser humano

 

Até que o dia se encerre afinal

e compreendamos o ciclo mortal

vendo que o tempo não nos pertence

pois tudo passa e a alma silencia e vence

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