A Moeda do Tempo
Gastamos os dias com tanta pressa
como se a vida fosse uma promessa
de eternidade neste chão fugaz
buscando o que o tempo já desfaz
O bem mais precioso não tem valor
em notas de banco ou falso esplendor
o tempo é vida que escapa da mão
deixando saudades na solidão
Compramos bugigangas que o pó consome
dando às coisas um altivo nome
enquanto os minutos fogem ligeiros
zombando da pressa de nós mortais primeiros
Riqueza real não se guarda no cofre
mas no peito de quem ama e sofre
de quem aproveita o abraço e o olhar
antes que o tempo venha tudo apagar
Por isso gaste seus dias com quem tem valor
regando a vida com paz e amor
pois quando a ampulheta enfim esvaziar
só o que foi sentido é que vai ficar
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