O relógio dita o compasso da dança 
onde o homem tropeça na própria ânsia
Passamos os dias correndo atrás
de um rumo incerto que nos desfaz

 

As horas desfilam em marcha veloz
ignorando o choro de nossa voz
Queremos comprar o que o tempo consome 
dando aos minutos um alto nome

 

Mas a vida não cabe na contagem fria 
de um calendário que esvazia o dia
Ela pulsa forte no instante exato
em que o ser humano compreende o ato

 

De simplesmente existir e sentir
sem ter a pressa de ir ou de vir
Pois a dança das horas só tem valor
quando embalada por paz e amor

 

E quando a música enfim calar
saberemos que soubemos dançar 
Não pelo ritmo que o mundo impôs 
mas pela alma que a vida expôs

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