Abrindo a escuridão - 05/02/2021  

Nos tempos da pandemia

Muitas almas redimiram,

Vacilaram desamparadas

Sem firmeza às caminhadas,

Almas pigmeias, cingiram

E redobraram a energia.

 

Para assim ao Pai rogarem

Numa prece, sua súplica,

Que há muito, muito tempo

Perdida no seu destempo,

Tinham esquecido a dica

Para o bom Deus adorarem.

 

Nestes tempos, agoniados

Vendo a morte a seus pés,

Seus prazeres e ostentação,

Geraram trevas no coração

E axiomas. Se tu crês

Não percas tempo em baladas.

 

Almas que não evoluíram

Pois só, os prazeres curtiam,

Ao longo das caminhadas,   

Vendo vidas ser ceifadas,

Aos milhares na pandemia

A Deus, orações cingiram.

 

De desejos descontrolados

Saem os maus pensamentos,

Mergulham na tentação

Perdidos na fé, meu irmão,

Depressa vem o desalento

E passarás maus bocados.

 

Luz é claridade, é vida

Ao céu e a Deus, invoca,

Sem desejos pecaminosos

Que degradam cautelosos,

Prostrando a alma e a boca

Na amargura já ferida.

 

Com esperança e confiança

A Deus devemos orar,

Da vacância pedir perdão

Dos tempos da perdição,

Só Ele nos pode salvar

Tenhamos fé e bonança !

 

Antes que a luz escureça

E as trevas cubram o mundo,

Desvairados nas vaidades

E de suas iniquidades,

Com um desgosto profundo

Pedem a Deus, não o esqueça.

 

Nesta hora de ansiedade

De pranto e amargura,

O cálice transbordará

E a Deus suplicará,

Uma vida de brandura

De paz e felicidade !

 

05/02/2021 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

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