O meu pensar
Nos segundos que enrolam o dia
O meu pensar é denso e rotineiro,
Bulindo sobre a mesma melodia,
Sem assunto diferente ou passageiro.
No trono do hipotálamo, em mim incorporado,
A sua figura encaixa-se como tijolos que se efetivam,
Alicerçando o cérebro que pela genética me foi dado.
De quem será, se os trilhos, do seguro alicerce o privam?
Não será meu, isso digo com propriedade:
Supera o salutar, é vital o trabalho dessa construção,
Ela é órgão que me morre se falta na assiduidade,
É inatividade que impede à dopamina a sua produção.
Cabelos encaracolados do meu sistema nervoso,
Olhos gentis, bases da minha singela anatomia:
Os seus traços abafam o que há de mais luxuoso,
E o seu toque, qualquer elaborado serviço de mordomia
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